quarta-feira, 2 de novembro de 2016

"Guerras e Rumores de Guerras"


Entendendo a Profecia de Mateus 24

Mateus 24 é citado freqüentemente para explicar eventos atuais. Muitas pessoas sugerem que as notícias de hoje foram preditas por Cristo, para nos falar de sua volta. De acordo com tais interpretações deste texto, cada terremoto ou outro desastre natural, e cada conflito entre nações ou ameaça de guerra, em qualquer canto do mundo, é mais uma prova de que Jesus estará voltando logo.

Mas a profecia de Mateus 24 está se cumprindo agora? Para entender este texto, precisamos lê-lo cuidadosamente e, com mente aberta, pondo de lado nossas idéias preconcebidas e o sensacionalismo dos modernos "especialistas em profecias." Neste artigo, consideraremos brevemente o conteúdo de Mateus 24 e 25. (Marcos 13 e Lucas 21 tambêm registram a mesma profecia básica. Este artigo segue o testo de Mateus 24)
O Ambiente e as Circunstâncias

Jesus estava em Jerusalém, durante sua semana final. Os chefes judeus já haviam desafiado sua autoridade, mas não tinham tido sucesso em suas tentativas para desacreditá-lo. Frustrados, começaram a planejar sua morte. Jesus lamentava a infidelidade daqueles que residiam na "Cidade Santa" (Mateus 23:37-39).

A Profecia Básica da Destruição do Templo (Mateus 24:1-3)
Quando Cristo estava saindo do templo, predisse que ele seria totalmente destruído: "Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada" (24:2). Os apóstolos perguntaram sobre esta profecia:" Dize-nos quando acontecerão estas cousas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século" (24:3).

A Resposta de Jesus (Mateus 24:4-39)
É possível que os apóstolos tenham concluído que a destruição do templo e o fim do mundo aconteceriam ao mesmo tempo, mas nesta resposta a sua pergunta, Jesus fez uma distinção entre estes dois acontecimentos. Podemos saber com certeza que os sinais mencionados nos versículos 4-33 não estão falando das notícias de hoje ou de acontecimentos futuros, por causa das claras palavras de Jesus no versículo 34: "Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça." Jesus falou mais ou menos no ano 30 d.C. O templo foi destruído pelo exército romano em 70 d.C. Alguns daqueles que ouviram a profecia viveram para ver seu cumprimento. Jesus esclareceu que os sinais que ele deu guerras, terremotos, falsos Cristos, grande tribulação, etc. iriam acontecer durante a vida de alguns dos seus ouvintes.

Jesus disse que o templo seria destruído depois da vinda de falsos Cristos e de falsos profetas (24:4-5,11,23-26), e depois de terríveis calamidades (guerras, fomes e terremotos - 24:6-8). Ele também disse que haveria perseguição (24:9-10) e aumento de pecado (24:12-13), e que o evangelho seria pregado por todo o mundo (24:14), antes que Jerusalém chegasse ao seu fim. Deste modo, Jesus estava dando algum conforto aos seus apóstolos, dizendo que a queda de Jerusalém não aconteceria imediatamente. Eles teriam tempo para cumprir sua missão antes da destruição de Jerusalém.

Estas coisas aconteceram antes de 70 d.C.? Sabemos que sim, porque Jesus disse que aconteceriam! Além desta profecia, a História nos fala de catástrofes naturais, perseguições e guerras, nesse tempo. De maior importância do que a evidência histórica, podemos nos voltar para a própria Bíblia. O Novo Testamento fala do sofrimento da fome (Atos 11:27-30), de falsos profetas (2 Pedro 2) e da perseguição contra os fiéis (Atos 8:1-3; etc.). E, exatamente como Jesus predisse, os zelosos discípulos levaram o evangelho a todo o mundo. Alguns anos antes da destruição do templo, Paulo dizia que o evangelho ". . . foi pregado a toda criatura debaixo do céu" (Colossenses 1:23). Todas estas coisas tinham que acontecer antes da destruição do templo.

Na profecia de Mateus 24, Jesus também falou dos sinais que mostrariam aos discípulos alertas que o tempo da queda de Jerusalém tinha chegado. Ele falou especialmente do "abominável da desolação" (24:15). Aqui, ele usa a mesma linguagem que Daniel usava para falar dos exércitos gentios entrando na cidade santa e no templo (veja Daniel 9:27; 11:31; 12:11). A profecia paralela de Lucas 21:20-24 torna claro que este é o significado desta linguagem. Jesus advertiu seus seguidores que estivessem prontos para fugir quando isto acontecesse. Ele disse que eles deveriam orar para que sua fuga não fosse complicada por mau tempo ou restrições do dia do sábado (24:20)

[Algumas pessoas interpretam esta referência ao sábado como evidêcia de que os cristão têm que continuar a observar esta lei do Velho Testamento, que era realmente um sinal da aliança entre Deus e os israelitas (Êxodo 31:12-18). Uma explicação melhor deste texto é encontrada em Neemias 13:15-22, onde Neemias instituiu a prática de fechar as portas da cicade no sábado para evitar violações da lei, durante o tempo do Velho Testamento.]

Ele também avisou que seria mais difícil para as mulheres grávidas e mães de crianças pequenas (24:19).

Para fixar sobre seus ouvintes o significado deste terrível dia de destruição, Jesus usou linguagem como a que encontramos nas profecias do Velho Testamento, de total destruição de nações e povos. Quando lemos os versículos 29-31, dois pontos nos ajudam a perceber que Jesus ainda está falando de Jerusalém, e não do fim do mundo:

1. O limite de tempo que Jesus determinou em sua profecia, no versículo 34. Tinha que ser cumprido naquela geração.

2. O fato que as profecias do Velho Testamento usam a mesma linguagem para falar da destruição de reinos e cidades terrestres. Jesus disse: "Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados" (24:29). À primeira vista, isso pode soar como o fim literal do mundo. Mas tal linguagem é usada em outros lugares, para falar da extinção de reis e reinos aqui na terra: Faraó do Egito (Ezequiel 32:2,7-10), nações gentias (Joel 3:12-15), Babilônia (Isaías 13:9,10,13). É claro que tal linguagem não profetiza, necessariamente, o fim do mundo, mas pode ser usada para falar dos julgamentos físicos contra nações, que ocorreram há muito tempo.

Jesus continuou, nos versículos 30 e 31, com figuras de julgamento do que se encontram no Velho Testamento. Ele disse que o Filho do homem viria nas nuvens, para julgar e salvar. Encontramos linguagem semelhante em passagens que falam do julgamento contra povos físicos, tais como Joel 3:16 e Amós 5:17-20. O Dia do Senhor não é necessariamente a segunda vinda de Cristo. Tal linguagem pode descrever a vinda de Deus em julgamento contra uma nação ou cidade.

Por que Jesus deu aos seus seguidores tais sinais detalhados sobre o julgamento contra Jerusalém? É claro, pela linguagem dos versículos 32-33, que ele queria que estivessem alertas e vigilantes. Se pudessem ver os sinais que ele tinha predito, teriam oportunidade para fugir e evitar serem destruídos (24:15-20).

Depois de afirmar que a destruição do templo seria acompanhada por claros sinais e que seria cumprida naquela geração (24:34-35), Jesus falou, nos versículos 36-39 ". . . a respeito daquele dia . . ." que viria sem aviso. Ele não deu uma data, nem sinais para identificar sua segunda vinda. De fato, nos versículos seguintes, ele mostra que sua segunda vinda ser súbita, inesperada e sem sinais de advertência.

Parábolas do Julgamento Final (Mateus 24:40 - 25:30)

Depois de falar de coisas que tinham que acontecer naquela geração (até os versículos 34-35), Jesus falou de sua segunda vinda, como algo que aconteceria no momento escolhido pelo Pai, porém não revelado a ninguém (24:36-39). Ele ressalta este ponto com uma série de parábolas que descrevem sua segunda vinda. Estas parábolas todas enfatizam à importância de se estar preparado para sua volta. Jesus falou dos trabalhadores no campo (24:40-42), do ladrão na noite (24:43-44), da diferença entre os servos bons e os maus (25:45-51), do contraste entre os tolos e os prudentes (25:1-13) e da importância de preparar-se para a volta do Mestre, como é explicado na parábola dos talentos (25:14-30).

Descrição do Julgamento Final (Mateus 25:31-46)
A parte final do capítulo 25 descreve o julgamento final, mostrando que Jesus se sentará no trono do julgamento, separando os servos desobedientes dos fiéis. Essa separação será final: "E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna"(25:46).

Aplicações

Entre as muitas lições que podemos aprender, no estudo deste texto, é importante que lembremos duas:

1. Que o cuidadoso estudo dos trechos bíblicos em seu contexto pode ajudar- nos a evitar que sejamos desencaminhados por doutrinas humanas sensacionalistas, tais como o pré-milenismo. Deveríamos sempre começar pela Bíblia, e não pelas últimas manchetes dos jornais.

2. Que precisamos estar sempre preparados para a volta de Cristo. Ele não enviará sinais para nos avisar da sua volta. Pode acontecer daqui a milhares de anos, ou pode acontecer hoje à noite. Ladrões não mandam cartas com antecedência para avisar suas vítimas, e Deus não mandará aviso antecipado da volta de Cristo. Aqueles que estão preparados, nada têm a temer. Os despreparados enfrentam o trágico futuro de eterno sofrimento, separados de Deus. Que cada um se prepare para estar com Cristo na eternidade!

- por Dennis Allan

Falsos Profetas


Norbert Lieth


Desde a queda no pecado existem brigas, ódio, assassinatos, homicídios, inveja, falsidade e engano. O autor do livro de Eclesiastes escreveu com razão: “...nada há que seja novo debaixo do sol” (Ec 1.9).


Já na época de Jeremias havia profetas pouco sóbrios, irrealistas e falsos, que desencaminhavam o povo com profecias enganosas. Mesmo quando as nuvens da tempestade do juízo se ajuntavam mais densas do que nunca sobre Jerusalém, eles acalmavam o povo. Suas declarações eram muito positivas e soavam edificantes, até mesmo encorajadoras aos ouvidos das pessoas. Eles prometiam muito, inclusive a vitória.


Em comparação, os ouvintes recebiam as mensagens de Jeremias como destrutivas, austeras e deprimentes, e só percebiam nelas a perspectiva do juízo. Tratava-se da justiça de Deus e da injustiça do povo, da sua falta de arrependimento e conversão. Como Jeremias deve ter se sentido diante deles?


O falso profeta Hananias apresentava uma “mensagem maravilhosa” e tinha a ousadia, e até mesmo a insolência, de proclamá-la abertamente: “No mesmo ano, no princípio do reinado de Zedequias, rei de Judá, isto é, no ano quarto, no quinto mês, Hananias, filho de Azur e profeta de Gibeão, me falou na Casa do Senhor, na presença dos sacerdotes e de todo o povo, dizendo: Assim fala o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel, dizendo: Quebrei o jugo do rei da Babilônia. Dentro de dois anos, eu tornarei a trazer a este lugar todos os utensílios da Casa do Senhor, que daqui tomou Nabucodonosor, rei da Babilônia, levando-os para a Babilônia. Também a Jeconias, filho de Jeoaquim, rei de Judá, e a todos os exilados de Judá, que entraram na Babilônia, eu tornarei a trazer a este lugar, diz o Senhor; porque quebrei o jugo do rei da Babilônia” (Jr 28.1-4). A isso Jeremias respondeu: “Disse, pois, Jeremias, o profeta: Amém! Assim faça o Senhor; confirme o Senhor as tuas palavras, com que profetizaste, e torne ele a trazer da Babilônia a este lugar os utensílios da Casa do Senhor e todos os exilados. (...) O profeta que profetizar paz, só ao cumprir-se a sua palavra, será conhecido como profeta, de fato, enviado do Senhor” (vv. 6,9). Hananias não ficou nem um pouco impressionado, mas fez o seguinte:“Então, o profeta Hananias tomou os canzis do pescoço de Jeremias, o profeta, e os quebrou; e falou na presença de todo o povo: Assim diz o Senhor: Deste modo, dentro de dois anos, quebrarei o jugo de Nabucodonosor, rei da Babilônia, de sobre o pescoço de todas as nações. E Jeremias, o profeta, se foi, tomando o seu caminho” (vv. 10-11). Para Jeremias a única opção era o afastamento. Mas o Senhor orientou-o para que voltasse até Hananias e lhe dissesse, entre outras coisas: “...O Senhor não te enviou, mas tu fizeste que este povo confiasse em mentiras. Pelo que assim diz o Senhor: Eis que te lançarei de sobre a face da terra; morrerás este ano, porque pregaste rebeldia contra o Senhor. Morreu, pois, o profeta Hananias, no mesmo ano...” (vv. 15-17). Todas as profecias mentirosas de Hananias foram soterradas pela areia da fantasia, pois Jerusalém foi definitivamente conquistada e todos os utensílios foram retirados do templo.


Em uma carta, Jeremias teve de escrever o seguinte aos líderes de Israel e a todo o povo que Nabucodonosor tinha levado para a Babilônia:“Porque assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Não vos enganem os vossos profetas que estão no meio de vós, nem os vossos adivinhos, nem deis ouvidos aos vossos sonhadores, que sempre sonham segundo o vosso desejo; porque falsamente vos profetizam eles em meu nome; eu não os enviei, diz o Senhor” (Jr 29.8-9). É interessante a proximidade significativa entre as falsas profecias e a adivinhação.


A situação hoje não é muito diferente: profecias bíblicas estão para se cumprir. A princípio as perspectivas não são boas, pois as nuvens da tribulação que se aproxima estão cada vez mais densas. Estamos cercados por más notícias. Indo de encontro a isso, prega-se em muitos lugares um evangelho puramente “positivo”, que ignora esses fatos e é recebido com atenção crescente:


– Avivamentos e curas são prometidos em larga escala. E embora, depois das reuniões, os doentes sejam tirados dos palcos ainda nas mesmas cadeiras de rodas nas quais chegaram, quase ninguém nota isso. O importante é o show!


– Faz-se do pecado algo inofensivo e fortalece-se a fé em si mesmo.


– A mensagem de exortação do Evangelho não é mencionada, e em vez disso espalha-se um evangelho do “sentir-se bem”.


Menciono alguns paralelos:


As advertências dos apóstolos são claras em relação aos últimos tempos, e não podemos negar que elas sejam cada vez mais pertinentes aos nossos dias:


“Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo” (2 Co 11.13).


“Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras...” (2 Pe 2.1).


“Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora” (1 Jo 4.1).


“Porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos” (Rm 16.18).


Mas não devemos apontar para os outros sem olhar para nós mesmos, antes queremos aceitar essas exortações para nossa própria vida.


É claro que o Senhor pode falar de forma muito pessoal conosco por meio de uma palavra qualquer; provavelmente todo cristão pode testemunhar que isso acontece, alegrando-se com esse fato. Ainda assim não podemos aplicar os versículos bíblicos de forma aleatória e tola à nossa própria situação. Um exemplo: há algum tempo precisei ir com urgência à cidade de Hannover para conduzir um funeral. A previsão do tempo era a pior possível, havia alerta de tempestade, fortes nevascas, as ruas estavam escorregadias e os vôos estavam muito atrasados ou eram até cancelados. Alguns irmãos na fé aconselharam-me a não voar de jeito nenhum; seria muito melhor se eu viajasse com o trem noturno. Quanto mais eu prestava atenção aos amigos e ao meu próprio amedrontamento, mais inseguro ficava. Naquela noite tivemos uma reunião de oração. Alguns minutos antes do início abri minha Bíblia na esperança de, talvez, encontrar uma resposta ali. Meu olhar caiu sobre Lamentações 1.1-2:“...Tornou-se como viúva... Chora e chora de noite, e as suas lágrimas lhe correm pelas faces; não tem quem a console...” Lembrei da minha esposa – e fiquei ainda mais inseguro. Será que eu deveria viajar de avião? Conversei com ela em casa e ela disse que, em sua opinião, eu deveria voar despreocupadamente, pois voltaria são e salvo para casa. E, graças a Deus, foi o que aconteceu. Essa insegurança pode surgir quando arrancamos as passagens de seu contexto. É preciso estar atento para que tudo aquilo que ensinamos, pregamos ou aprendemos em nossa “hora silenciosa” corresponda ao fundamento bíblico e não seja arrancado de seu contexto. A Palavra de Deus não pode ser simplesmente moldada a fim de confirmar nossa opinião pré-concebida. Infelizmente, algumas traduções, versões ou comentários da Bíblia não raro são adaptadas a certas tradições. Tenta-se manter e endurecer opiniões tradicionais próprias por meio de versículos bíblicos. Mas assim a Bíblia é rebaixada a objeto e nós mesmos nos elevamos à condição de sujeitos. Basta lembrar da questão do sábado, da observação das festas e feriados judaicos, da ingestão de alimentos, do batismo e de outros temas semelhantes. Não importa se parece positivo ou negativo: se não corresponder ao ensino geral da Escritura Sagrada, não vale nada. Mesmo o diabo tentou fazer com que Jesus caísse usando versículos da Palavra de Deus arrancados de seu contexto (Mt 4.3ss). E, como ele fazia e ainda continua fazendo isso, tudo o que ele diz é mentira, mesmo se referindo à Palavra de Deus.


As maiores heresias, opiniões equivocadas e seitas surgiram pela interpretação errada da Palavra de Deus.


Mais um exemplo de como não se deve agir: um filho de Deus querido e devotado às vezes sofre com pensamentos depressivos. Durante uma dessas fases ele teve dúvidas acerca da certeza de sua salvação. Ele conta que pensou várias vezes nos versículos de Hebreus 12.16-17, que dizem: “nem haja algum impuro ou profano, como foi Esaú, o qual, por um repasto, vendeu o seu direito de primogenitura. Pois sabeis também que, posteriormente, querendo herdar a bênção, foi rejeitado, pois não achou lugar de arrependimento, embora, com lágrimas, o tivesse buscado”. Mas no caso de Esaú não se tratava de um filho de Deus que tinha pecado, mostrado contrição e, ainda assim, se perdido. Não: Esaú era antes de mais nada um ímpio, que vivia dessa forma e tinha desprezado conscientemente o seu direito à primogenitura. Esaú estava muito próximo da promessa destinada a ele, mas a rejeitou com desprezo, não a considerou e nem tomou posse dela. Mais tarde ele também quis herdar uma bênção, mas não era a bênção de Deus. As lágrimas de Esaú não foram derramadas em contrição. Ao contrário, ele tentou obter a bênção por meio de lágrimas – sem arrependimento. O caso de Judas foi parecido, pois ele sentiu remorso, mas não se arrependeu (Mt 27.3-5, veja também 2 Co 7.10).


Em outro trecho, a Bíblia diz a respeito de Esaú: “Como está escrito: Amei Jacó, porém me aborreci de Esaú” (Rm 9.13). Isso significa que não havia nada em Esaú que o Senhor pudesse ter amado: nenhuma sinceridade, nem um pingo de integridade ou de busca pelo favor do Senhor, bem ao contrário de Jacó, que no auge do sofrimento de sua alma orou:“...Não te deixarei ir se me não abençoares” (Gn 32.26). É assim que a ira de Deus se manifestou contra Esaú e permanece sobre qualquer pessoa que rejeita a fé em Jesus (cf Jo 3.36).


Portanto, a questão não é se um nascido de novo pode se perder, mas que uma pessoa que não nasceu de novo, que vive sem Deus, que está perto da redenção (como Esaú) e tem a promessa, perde a salvação porque, em última instância, rejeita a opção e não a aceita para si. Muitos judeus, a quem a Epístola aos Hebreus fora dirigida, só se importavam com as bênçãos, isto é, as vantagens do cristianismo (Hb 10.29), mas não com Jesus. Aquele que permanece indiferente a Jesus Cristo, a indizível dádiva de Deus, comete um erro que não poderá ser perdoado nem na eternidade! 

(Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Scoan - TB Joshua em Português

TB Joshua -- O Que Você Está Pensando?



TB Joshua em Português
On-line Romeo vomita caramujo vivo



TB Joshua Quando o Poder de Deus está presente



TB Joshua em Português -- Uma Missão Perigosa!



OS QUATRO SINTOMAS DE UM CRENTE PARALÍTICO




Atos 9.32-35
Introdução
Lida ficava no cruzamento da estrada que ia do Egito à Babilônia. Esta cidade havia sido evangelizada por Pedro. Já no século II, uma forte igreja cristã acabou surgindo ali. Pedro referiu-se aos cristãos de Lida como “santos”. O termo acabou tornando-se sinônimo dos cristãos da Igreja Primitiva e salientou o fato de que Deus os declarou santos e justos aos seus olhos e os havia separado para os seus propósitos. É em Lida que encontramos um homem chamado Enéias, que se encontrava já há oito anos paralítico estendido numa cama. Estava imóvel, sem esperanças, sem perspectivas, apenas esperando chegar o dia de sua morte. Era levado de um lado para outro. Vivia dependente da ajuda de todos. Não podia trabalhar e muito menos produzir.

Queridos Irmãos - A paralisia é uma doença terrível. Ela confina a pessoa a uma cama, impedindo-a de andar, correr, trabalhar, se divertir, e chega até a paralisar nossos sonhos. Depois de certo tempo, começam a se formar as escaras pelo corpo. São crostas de feridas que não saram mais, e causam mau cheiro. Literalmente, a pessoa começa a apodrecer! Interessante que o nome Enéias vem do grego que significa “Glorioso”. Enéias, que deveria ter orgulho do seu nome, agora está acamado, doente e imóvel!. Uma grande ironia na sua vida!

É exatamente isso que nosso inimigo quer fazer com as pessoas. Ele é um zombador, escarnecedor e gosta de debochar das pessoas. Cada um de nós foi criado por Deus e chamado para ser vencedor e refletir a Sua glória neste mundo. Deus não nos criou para a inatividade, para a paralisia!. Ele nos projetou para crescer, romper os limites, prosperar, e frutificarmos em tudo que colocarmos nossas mãos e nossos pés!.

Amados irmãos – Fico comovido e cheio de tristeza, mas sinto dizer, que infelizmente, muitas pessoas no meio evangélico estão paralisadas como Enéias. Elas até sabem que têm decreto de vitória para sua vida, um nome no mundo espiritual, mas estão vivendo miseravelmente. São paralíticos no espírito e alma, embora não necessariamente, no físico. A estratégia do inimigo é sempre querer nos paralisar. Uma vez neutralizados, não representaremos mais ameaças a ele. Os paralíticos não conquistam e nem promovem mudanças. Vivem de forma monótona e passiva, são apáticos em relação a todos os acontecimentos que giram ao seu redor. Não tem iniciativas, planos e nem projetos.

A vida do paralítico espiritual também é marcada pela sua extrema imobilidade. Vive em estado de dormência, anestesiado, entorpecido, e em completo desânimo. É um morto vivo!.

Por isso veremos Quatro Características, que por negligência do crente, acabam afetando e abalando a sua vida espiritual. Essas quatro particularidades invadem de maneiras diferentes, desestruturando por completo a vida espiritual do crente. Quando não negamos ou rompemos de vez com esses sintomas, eles se manifestarão com o intuito de desencorajar, impedir e afastar o servo dos caminhos do Senhor.

E quem se detém por esses sinais, um dia encontrará as portas do céu fechadas.! Por isso, veremos como é o comportamento do crente que sofre de paralisia espiritual. Que possamos aprender e ficar atentos, tomando uma atitude de alerta quanto a esses sintomas.

O PRIMEIRO SINTOMA - SÓ SABE ANDAR EMPURRADO

O crente que só anda empurrado, só sabe viver na sombra dos outros e não na presença de Deus. Só se move se alguém levá-lo. Só responde a estímulos externos, não têm opinião própria, não têm personalidade. Acredita em tudo o que os outros falam. São chamados de crente “piolho”, pois só andam pela cabeça dos outros. Não refletem, só tomam decisões pela influência da maioria. Não demonstra interesse de andar nos caminhos de Deus. Rejeita os conselhos de seus líderes, e só vai à igreja por mero costume. Não tem autoridade para dar um testemunho, por isso não produz frutos. Sabe muito bem é criar problemas para o seu pastor. O crente empurrado convive diariamente com certas ilegalidades, achando que tudo é normal.

Em Gênesis, do capítulo 12 até o 19 – encontramos o maior exemplo de um crente que só sabia andar empurrado. Seu nome é Ló. Esse personagem é o tipo de crente quieto e acomodado. Em todos os lugares que Abraão andava, Ló seguia também. Só que Abraão andava com Deus, e Ló vivia na sombra de Abraão. Abraão ouvia e seguia a voz de Deus, Ló só sabia ouvir e seguir a voz de Abraão. O crente que só sabe andar empurrado se interessa mais pela sua prosperidade na terra do que pela sua salvação!.

O SEGUNDO SINTOMA – É LEVADO PELAS CIRCUNSTÂNCIAS

Se ao seu redor está tudo bem, então ele está bem; se o ambiente está em crise, ele também entra em crise. O clima é que determina seu humor, a sua alegria e o seu ânimo. Não têm forças para lutar. Fica sem reação aos ataques do inimigo, por isso se torna vulnerável! É isso que o inimigo promove para poder manipular e fazer o que quiser. Cai facilmente em engano, em qualquer conto do vigário. Tais pessoas não conseguem se firmar espiritualmente. O seu pensamento está sempre navegando por águas turvas, por isso sua visão é superficial!.

Só se importa com mesquinharias, sua ganância é maior que sua fé. Seus passos são dirigidos pelo olhar, e não pela fé. Ló era um crente assim!. Um crente que se deixava ser levado pelas circunstâncias, ou seja, pelo momento. A sua ambição sempre falava mais alto. Certa vez, ao olhar para uma campina verdejante, foi tomado pelo desejo ardente de morar naquele lugar. Era uma região onde havia abundancia de águas. Ló ficou deslumbrado com a fertilidade da terra, mas não considerou o caráter dos homens daquela cidade (Gn.19). Viu e não se importou que bem à sua frente, ficavam as pecaminosas cidades de Sodoma e Gomorra. A grande falha de Ló foi amar as vantagens pessoais, em vez de abominar a iniqüidade.

Os olhos de Ló o enganaram facilmente. Sua ganância era maior do que ter um compromisso com Deus. Resolver sua situação era mais importante que viver em santidade!. Sua visão distorcida foi traída pela circunstância, pelo lugar, e pelo momento. Crente que só olha para as circunstâncias, é ágil para cair em pecado, como também é lento para sair dele!. Foi o que aconteceu com Lò!. Caminhou em direção do pecado e da condenação (Gn.13.12-13). O crente que é levado pela circunstancia, não se importa com as aparências e nem com as escolhas.

O TERCEIRO SINTOMA – SUA ALMA É CHEIA DE FERIDAS

As escaras espirituais começam a tomar conta da alma. A inatividade faz com que tenha tempo para nutrir ressentimentos e pensamentos maus, como vingança, ódio, inveja. Tem tempo para olhar e achar os defeitos dos outros, por isso passa a criticar e julgar as pessoas. Sua alma é cheia de ódio, rancor, falsidade, e possui um forte caráter de insubmissão. Vive uma vida longe de Deus por causa de sua atitude rebelde.

Na Bíblia encontramos esse personagem. É o tipo de crente que gostava de agir exatamente assim. Seu nome: Absalão. Em II Samuel, a partir do capítulo 13 em diante, encontramos Absalão iniciando o seu declínio espiritual. Essa é a história de um homem que tinha um coração emocionalmente enfermo pelo ódio. Alimentava em sua alma um feroz pecado: destruir seu próprio pai. Nunca houve no seu coração o desejo de viver bem ao lado de seu pai. Assim é o crente cheio de feridas, não tem prazer de estar junto ao Pai Celestial.

Suas atitudes, o levaram a se distanciar de todos, e de Deus. Em momento algum Absalão sentiu pesar no coração. Não percebia o erro que estava praticando. Com o coração endurecido foi com seus homens maquinar a derrubada de seu pai na porta da cidade. Tem muitos crentes que quando o coração está cheio de feridas, a primeira coisa que procura fazer é ir para a porta da igreja para querer destruir a imagem de seus irmãos, da liderança e até de seu pastor. Está na igreja de domingo a domingo, mas o evangelho não consegue mais reviver o seu estado de paralisia espiritual. Se você está vivendo dessa maneira, Deus tem um recado para você. É simples, porém duro. Volte para Ele ou irá Morrer longe D’Ele. Deus não quer que você fique indiferente, insensível, insensato, vivendo essa vida de total paralisia espiritual.

O QUARTO SINTOMA – SÓ ANDA NA DIREÇÃO CONTRÁRIA DE DEUS

É aquele crente que acha que tudo que faz, tem aprovação de Deus. Tem a visão fosca, apagada, e limitada das coisas de Deus. Acha que não tem tanta obrigação em servir e obedecer a Deus. A paralisia já degenerou e atrofiou a sua mente pelo conformismo e com a situação que vive. Gosta mesmo é de viver uma vida espiritual passiva com tudo e com todos. Sua vida espiritual é decadente, ociosa, não conquista, não luta, não age, por isso nunca vai para frente. Não tem vontade de orar, rejeitar, ou libertar o seu estado de marasmo. Acha que os planos de Deus nem é tão bons assim para a sua vida. Crente que é salvo, tem a obrigação também de salvar!. Crente não pode ser reservado, nem tampouco se recusar em fazer a obra.

É conformado, acha normal viver uma vida espiritual rebelde e cheia de indecisão. Não se alegra mesmo tendo a visão de conquista e vitórias que Deus lhe dá. Na Bíblia achamos outro personagem. Seu nome era Jonas. Jonas foi um profeta assim. Até que um dia Deus “pegou no pé dele.” Jonas simboliza o tipo de crente que é até capaz de se “esforçar” para frustrar a vontade divina e fugir da tarefa que o Senhor lhe confiou.

Jonas foi para Nínive de má vontade. Lá a mensagem dele deu resultado. O povo se arrependeu, mas Jonas não fica muito feliz!!. Jonas é o crente que só vê o lado negativo das coisas. Quer que Deus faça tudo por ele, mas não gosta de fazer nada por Deus. Deus sempre apreciou a atitude do homem que se propõe a fazer a vontade D’Ele. Então podemos dizer que o verdadeiro servo é aquele que age, luta, produz, enfrenta, avança, conquista, e se deixa ser usado por Deus. Portanto, fuja dessa paralisia enquanto é tempo!. Não fique justificando o seu estado de “sono anestésico”, achando que uma vez salvo, salvo para sempre. Quem sabe um dia Deus poderá “pegar no seu pé” também!.

Conclusão

Há quanto tempo você está paralisado? Pedro chamou pelo nome: “Enéias, Jesus Cristo te cura”. Enéias recebeu esta palavra. Ele não duvidou. Não esperou primeiro sentir alguma coisa. Pedro renovou o decreto que estava sobre ele e a fé brotou em seu coração. Imediatamente se levantou! O decreto de Deus é maior do que a circunstância que nos prende. Por que Pedro mandou que Enéias arrumasse sua cama? Foi para despertar a fé de Enéias, de que aquela cama não mais lhe domaria!.

Os paralíticos precisam ser libertos das circunstâncias que os confinam. Enéias, que era levado pelo leito, passou a levar o leito. Se Enéias se levantou, Jesus quer te levantar também! Alguém, como Pedro, está sendo usado por Deus para lhe dar este decreto: “Levanta-te e arruma o teu leito”. Não espere algo acontecer, mas faça acontecer pela sua reposta de fé a esse decreto. Deus tem um projeto para você. Ele quer que você seja um canal da glória neste mundo. Não deixe que a paralisia espiritual lhe domine. Receba hoje o teu decreto de vitória. Os sintomas de paralisia que queriam te dominar, já foram anulados e cancelados.

Caíram por terra em nome de Jesus!.

Por: Joaquim de Souza Guimas
Extraído do site: www.webservos.com.br/